A FORÇA DA CIDADANIA:   POR FARO, ALGARVE E PORTUGAL

- PORTAGENS: SALDO É NEGATIVO, COM PREJUÍZOS DE MUITOS MILHÕES PARA ALGARVE E RECEITAS PARA ESTADO CENTRAL

- É ABOMINÁVEL APRESENTAR O ALGARVE COMO PRIVILEGIADO, PARA TENTAR PÔR RESTO PAÍS CONTRA ALGARVIOS

 

- Para atenuar o forte periferismo da região e dotar o Algarve de uma via estruturante ( a EN125 será sempre apenas uma rua perigosa ) foi construída a Via do Infante.

De forma justa e permanente os algarvios têm contestado as portagens introduzidas no final de 2011, vindo agora o poder central como resposta atirar à cara dos algarvios que as receitas geradas em 2014 foram de 28 milhões, mas que isso ainda é "insuficiente para fazer face aos encargos", deixando implícito que a região ainda devia estar agradecida. Para os independentes da Aliança Cívica " Salvar Faro" o ato é uma ofensa aos algarvios que merece repúdio, por um lado porque tem como abominável objetivo pôr contra o Algarve o resto do país e, por outro, porque tal postura assenta no intolerável pressuposto  que o Algarve não tem direito a uma via estruturante paga com dinheiros públicos, sendo na lógica do poder central a Via do Infante um luxo ou privilégio para os residentes.

São tudo provocações e imoralidades perigosas, porque em nenhuma circunstância o poder público deve lançar portugueses contra portugueses e porque não tem nenhuma razão de ser, pois o Algarve não é privilegiado, mas antes vítima da falta de visão e desrespeito do poder central.

- O Terreiro do Paço apresenta os 28 milhões cobrados como um troféu, quando o que são é uma bandeira preta de luto e de miopia, porque o saldo global é negativo. Mas isso pouco lhes interessa, pois nas contas que fazem têm uma filosofia de exploração em que as receitas vão para Lisboa e os prejuízos e penúrias que resultam das portagens ficam para o Algarve e algarvios. Além da insegurança da EN 125,são factos concretos: deixaram de entrar na economia regional muitos milhões de euros pelo virar de costas dos espanhóis; são milhões o que os algarvios gastam em portagens na sua vida profissional; a produtividade das empresas é afetada; falências e desemprego; má imagem; etc.

- Além disso, uma infraestrutura que custou centenas de milhões de euros está a ser pouco utilizada, tentando o poder enganar a opinião pública ao dizer que o tráfego é intenso com um aumento de 19% em 2014, quando a realidade é bem diferente.

É de assinalar que, por exemplo, nos sublanços com maiores tráfegos, antes das portagens eram da ordem dos 9 milhões de passagens/ano e nalguns casos desceram para cerca de 4,5 milhões. No caso particular do sublanço C. Marim/ Ponte do Guadiana (onde melhor se afere a quebra de entrada de espanhóis)  nos três anos de 2012 a 2014 as quebras de passagens somadas foram de 5,5 milhões (  ficando a maioria no extremo sotavento onde não pagam portagens) e sendo o aumento de 2014 em relação a 2013 de apenas cerca de 2%.

 

Cumprimentos

9.2.2015

Comissão Executiva da Aliança Cívica " Salvar  Faro, com Coração"